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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O Verdadeiro Sentido


“O Senhor tem formas interessantes de se comunicar conosco. Hoje, depois de ter vivido essa experiência, eu canto as músicas do meu disco para mim, mais do que tudo. As letras falam duplamente ao meu coração. Tudo faz sentido.”

As palavras da cantora Laura Morena sintetizam a fé e o espírito que devemos possuir ao nos deparar com as adversidades e provações existentes em nosso viver. Não desanimar e entregar-nos de corpo e alma a Ele.

O ano de 2009 foi muito diferente, em vários aspectos, na vida de Laura. Depois de um ano e meio trabalhando no desenvolvimento do CD “Manhã”, ela estava satisfeita por ter terminado todo o vasto trabalho. Tudo gravado. O lançamento do álbum estava previsto para o mês de outubro e, depois disto, viagens e apresentações para a divulgação das novas canções.

Curiosamente, no mês de setembro, depois de ser submetida a alguns exames, a cantora teve (infelizes) novidades. Os médicos diagnosticaram algo estranho com o seu nódulo de tireóide, existente há mais de um ano. “Depois de vários exames, o conselho médico decidiu que eu passasse por um processo cirúrgico para verificar a natureza daquela pequena eminência”, relembra Laura.

A maior preocupação de todos, inclusive da paciente, não era o câncer de tiróide (para muitos médicos o mais simples de se tratar), mas, sim, a região em que a cirurgia teria que ser feita. Isto é, a intervenção poderia interferir no futuro do desempenho vocal de Laura. Segundo ela, “isso era amedrontador. Do dia para a noite, eu era uma cantora, com um disco prestes a ser lançado, sem saber ao certo se conseguiria cantá-lo.”

Poucos dias depois a cirurgia foi realizada. No entanto, a preocupação ainda permanecia, sobretudo por uma notícia inquietante revelada pelo médico. “Para minha triste surpresa, era um tumor maligno. Não permiti que a minha paz e minha confiança fosse abalada por aquele acontecimento. Graças a Deus, eu estava rodeada de familiares que não me desampararam em nenhum momento”, diz a cantora.

Confiar nAquele que sempre está nos amparando e confortando em todas as situações certamente compreende um grande aliado contra as dores, tristezas e dúvidas espirituais. “Contudo, não fiquei desesperada em nenhum momento. O Senhor Deus me deu uma paz imensa. Fiquei duas semanas inteiras sem falar e três meses sem cantar”, relata.

O pós-operatório trouxe à tona uma situação inusitada na vida da cantora: reconhecer a sua própria voz. Depois da cirurgia e do tempo de recuperação, ela passou a ter medo de cantar e não conhecia mais os meus limites vocais. Uma estranha sensação a qualquer profissional da música.

A confiança em seu talento voltou em um culto de sábado, graças a pedidos de pessoas que não sabiam do seu problema. “Ao visitar uma igreja, fui convidada para cantar. Apesar do meu medo, meu pai decidiu que tocaria a música ‘Em Louvor a Jesus’. Fui para o púlpito pela fé. Quando comecei a cantar, minha voz estava lá, perfeita”. O louvor se encaixou perfeitamente para o momento: “Quero viver a vida cantando, em louvor a Jesus. Quero viver testificando, desse amor infinito, bendito, bonito.”

Desde então, tal receio não existe mais na vida de Laura. Seu desempenho vocal está exatamente como antes. Miraculosamente, a cirurgia não atrapalhou em nada. “O Senhor me restaurou e me fez entender que é a Ele que tenho que servir os meus talentos”, encerra emocionada.

Tadeu L. Inácio

*Texto da seção Aconteceu Comigo, da edição 35 da revista Mais Destaque / www.maisdestaque.com.br

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Vuvuzelas podem ser nocivas à saúde, informa clínica sul-africana


Foto: IG/AP

Matéria de minha autoria publicada nos sites Terceiro Tempo e Futaovivo, no dia 24/06/2010 (freelancer).

Difusão de germes preocupa especialistas em saúde

Absoluta entre as pessoas que vão aos estádios da Copa do Mundo da África do Sul, as cornetas de plástico, chamadas de vuvuzelas, além de irritar jogadores e telespectadores, podem ser nocivas à saúde por difundir germes. A informação partiu de uma clínica sul-africana nesta quinta-feira.

"Um instrumento de torcida como as vuvuzelas podem infelizmente ocasionar uma troca de saliva e germes com indivíduos doentes em zonas com muita densidade de pessoas", explicou Pete Vincent, da clínica Netcare Travel Clinics.

Tadeu L. Inácio

Link:

http://terceirotempo.ig.com.br/noticia/Vuvuzelas_podem_ser_nocivas_a_saude_informa_clinica_sul_africana-27229

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Efeito Contrário


Quando exercícios físicos resultam em uma saúde (des)equilibrada

Praticar exercícios. Trabalhar a musculatura. Mexer o corpo. Levantar peso. Repetições. Suor e muitas calorias perdidas. A preocupação em cuidar da saúde pode resultar em algo contraditório. Por muitas vezes, o limite do próprio corpo não é respeitado e, em vez de melhorias, o que se obtém são danos à nossa saúde. A busca frenética por músculos torneados, curvas delineadas e perda de peso podem desencadear sérios e perigosos problemas ao bem-estar de qualquer pessoa.

Ao lidar com a compulsão por exercícios físicos, frequentemente em função da estética, é necessário ter a consciência do limite de todo o nosso organismo. Não é muito fácil encontrar consensos e discussões que dizem respeito a essas práticas. O fato é que, se bem trabalhada, a atividade física rende muitos benefícios à saúde humana. Entre elas estão o fortalecimento dos ossos e musculatura, a manutenção e renovação da energia, e a contribuição para o equilíbrio entre corpo e mente. Porém, tudo isso só é alcançado se todos exercícios forem realizados corretamente.

A atividade física é essencial para a manutenção de uma vida. No entanto, a dependência, o excesso e um mau acompanhamento podem atrapalhar a saúde de muitos postulantes a atleta. É o que afirma o professor de Educação Física e personal trainer, Nilton Campos. “As pessoas se confundem ao pensarem que apenas o treinamento trará os benefícios à saúde. Isso é alcançado por meio de uma junção de importantes fatores - descanso, boa alimentação e uma dieta regrada”, diz.

Excesso prejudicial

Para uma significante parcela de pessoas, uma desculpa definitiva e plausível seria necessária para fugir daquela academia do bairro. Pois bem, um estudo realizado recentemente pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) pode fazer com que esse grupo permaneça sentado no sofá. Pesquisadores demonstraram que algumas pessoas podem se tornar dependentes de exercícios físicos.

É o que ocorre com os viciados em drogas psicotrópicas - como álcool e cocaína, por exemplo. Ao se doparem, eles experimentam a sensação de bem-estar, pois o efeito estimula a liberação no sistema nervoso da dopamina, um neurotransmissor responsável pela percepção desses sentidos. Posteriormente, a privação da substância produz sintomas que levam a pessoa a reiniciar todo o processo, como um ciclo de dependência profunda.

Da mesma forma, os exercícios físicos podem resultar em algo semelhante. Sua prática acarreta a liberação de endorfina, um outro neurotransmissor com propriedades analgésicas e entorpecentes. É o que explica o coordenador do estudo, o professor de Educação Física Daniel Rosa, do departamento de psicobiologia da Unifesp. "É como se os exercícios físicos estimulassem a liberação de drogas fabricadas no próprio organismo", afirma.

A pesquisa ainda aponta que, em alguns casos, a ginástica funciona às pessoas como uma válvula de escape para a ansiedade e, nesses casos, o prazer obtido pode gerar uma dependência. Das pessoas que praticam exercícios físicos com frequência e regularidade, 50% podem desenvolver algum tipo de dependência.

Tadeu L. Inácio