sexta-feira, 27 de abril de 2012
Tesourinha traz nova proposta de parceria na Hair Brasil
O Projeto Tesourinha esteve presente em mais uma edição da Hair Brasil. A feira deste ano constituiu mais uma oportunidade das empresas parceiras do projeto ratificarem o apoio ao trabalho desenvolvido há exatos 21 anos pelo hairstylist Ivan Stringhi e toda a sua valiosa equipe. A maior feira e fórum de beleza da América Latina ocorreu no final de março, no Expo Center Norte, e recebeu mais de 80 mil pessoas.
E para esta edição, Ivan resolveu inovar e desenvolveu um novo programa para valorizar e expor os produtos das empresas parceiras. A ideia de inserir um box de cada uma delas dentro do stand surpreendeu a todos que passavam pelo local e trouxe o retorno desejado às partes envolvidas. Era mais uma oportunidade de evidenciar os produtos ao mesmo passo que ligavam a marca ao trabalho social desenvolvido. Em troca do espaço cedido, uma parceria de 12 meses era firmada junto ao projeto. Cinco empresas participaram: Gama Italy, Vult, Natural Brasil (linha Ivan Stringhi), Biocale e Anna Haven.
Isso é muito importante para as duas partes envolvidas: o Tesourinha e a empresa. A primeira por conseguir recursos para manter e desenvolver cada vez mais o trabalho que recentemente completou 20 anos, enquanto a segunda tem a oportunidade de expor seus produtos em um stand de intenso movimento além de aproximar sua marca junto ao público-alvo.
Neste ano, o stand do Tesourinha apresentou o trabalho de seus alunos, além de receber alguns profissionais considerados referências no mercado, como Wanderley Nunes, Dr. Hollywood e o casal Jacques e Janine, entre outros. Que venha a próxima!
Publicado no site do hairstylist Ivan Stringhi: http://www.ivanstringhi.com.br
@Tadeu_Inacio
segunda-feira, 12 de março de 2012
Acima da Média

Crianças superdotadas exigem tratamento específico tanto dos pais como dos educadores. Atenção necessária para não desperdiçar tamanha capacidade
Níveis de inteligência acima do normal, facilidade extrema no aprendizado - seja em uma ou mais áreas ou disciplinas, no caso dos alunos -, criatividade e imaginação fértil. Bem, muitos são os predicados que podemos atribuir aos superdotados, um grupo de pessoas mais representativo do que possamos imaginar. Que uma importante fase da vida (talvez a mais importante) ocorre no período escolar não é surpresa pra ninguém. E com essa parcela da população não é diferente. Sendo assim, uma pergunta vem à tona: como tratar esses pequenos gênios dentro da sala de aula?
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 5% e 8% da população mundial é superdotada. Especialistas afirmam que, quando crianças, os superdotados costumam apresentar boa memória, vocabulário rebuscado, curiosidade fora do comum, além de uma capacidade ímpar para aprender rapidamente. Esse conjunto de características é classificado como "altas habilidades". Deste modo, essas pessoas precisam de estímulos para não deixar escapar todo o potencial e também de cuidados para que não desenvolvam problemas de relacionamento. Ser diferente da maioria pode ser um entrave no aspecto social.
Segundo estudo realizado recentemente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), atualmente, existem aproximadamente nove mil alunos matriculados em classes comuns do Ensino Regular ou da Educação de Jovens e Adultos qualificados como portadores de altas habilidades/superdotação no Brasil. Desses, mais da metade estão localizados na região Sudeste. A pesquisa ainda revela que pouco mais de 600 alunos estão matriculados em escolas especiais. O levantamento também traz números referentes a outros tipos de necessidade educacional especial.

Pais e avaliações
Orgulho à flor da pele. Alguns pais acham que os filhos são geniais, quando, na verdade, são apenas precoces ou foram muito estimulados. Para tirar essa dúvida, existem instituições que desenvolveram técnicas para avaliar as crianças. É o que ocorre na Associação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação. “Agente aplica avaliações pedagógicas, onde testamos oito áreas do conhecimento, com oito profissionais específicos, um de cada área, para detectar qual o tipo de inteligência que a pessoa apresenta”, diz Ada Cristina Garcia, presidente da instituição.
Por sua vez, a psicóloga e consultora do Programa Objetivo de Incentivo ao Talento, Christina Cupertino, acredita que “toda vez que pensamos: ‘fulano é bom no que faz’ ou ‘nossa ele se sobressai diante das pessoas da mesma idade’ você pode pensar que está identificando altas habilidades”. Porém, existe um grande empecilho nos lares.
“A sobrecarga é o principal problema que encontramos com as famílias. Os pais podem fazer com que a criança recue nessas habilidades para não serem tão exigidas”, complementa Christina.
Ambiente escolar
“O estudante com altas habilidades costuma ter um interesse tão grande por uma das disciplinas que acaba negligenciando as demais. A facilidade de expressar-se, por exemplo, pode ser usada para desafiar o professor e os colegas”, resume a pedagoga e escritora alemã Charlotte Lessa, que também é fundadora e presidente do Instituto de Desenvolvimento Humano Kathia Lessa. Ela já teve oito obras publicadas pela Casa Publicadora Brasileira (CPB) na área infantojuvenil.
Mesmo os mais aplicados dificultam a aula ao monopolizar a atenção. Em alguns casos, eles não querem trabalhar em grupo por não entenderem o ritmo "mais lento" dos colegas. “A descoberta das altas habilidades é o primeiro passo para melhorar esses comportamentos. Primeiro, porque muda o olhar do professor. E também porque o próprio jovem passa a aceitar melhor as diferenças”, afirma Charlotte.
Há alguns anos, ela teve um aluno que a surpreendia com suas intervenções em sala. “Ele respondia as perguntas tão rapidamente que os mais lentos ficavam desconcertados. Tinha que pedir a ele que deixasse os outros alunos responderem. Isto o deixava frustrado, pois, como criança, queria mostrar o quanto sabia”, conta.
Qual deve ser a postura ideal do professor para lidar com esses alunos?
por Charlotte Lessa
a. Conhecer as habilidades predominantes da criança, levando em conta que ela não as têm em todas as áreas do conhecimento;
b. Observar como as habilidades do aluno estão sendo empregadas no contexto escolar;
c. Dedicar-se ao desenvolvimento cognitivo, emocional e social do aluno, como faria com qualquer outro;
d. Elaborar um planejamento individualizado, cujo conteúdo seja desafiador e estimulador ao mesmo tempo;
e. Ao ser confrontado pelo aluno no que diz respeito ao conteúdo da matéria, manter a calma e não levar suas provocações para o lado pessoal;
f. Se possível, fazer um curso de especialização na área da superdotação.
A coordenadora pedagógica do Colégio Adventista de Bauru (Associação Paulista Oeste - APO), Jonice Martini, diz que esses alunos merecem um tratamento adequado. “Como educadores, devemos ter bastante sensibilidade para entender como esse aluno aprende e como fazer a devida integração desse aluno com os demais em sala de aula. Escola e professor devem ter um bom relacionamento com a família para que o trabalho ocorra em conjunto”, diz Jonice.
No entanto, não é comum que exista uma preparação especial aos professores. “Dificilmente há preparação para lidar com alunos superdotados. Nos cursos de graduação, esse assunto é pouco ou quase nada abordado. Dependemos da boa vontade do professor em procurar se capacitar”, afirma. Ela acredita que a “escola, através da direção e coordenação, deve dar um suporte para que os docentes recebam algum tipo de orientação sobre o assunto, contratando psicólogos ou pesquisadores que possam trazer informações que consigam atender esses alunos.”
Alunos com altas habilidades precisam de experiências de aprendizagem que estimulem seu potencial, e o professor é peça fundamental para fazer a diferença nessas vidas.
Tadeu Inácio
Texto publicado na seção Educação da edição 42 da revista Mais Destaque
@maisdestaque
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
O próximo passo

Como a Orientação Profissional colabora para o jovem ficar mais próxima da opção correta
Assumir riscos. Pensar, analisar e refletir sobre variados aspectos - pontos positivos e negativos - antes de definir o melhor caminho a seguir. Nem sempre alcançamos tal decisão de maneira rápida e segura, mas é preciso ir adiante e se capacitar devidamente para enfrentar a situação de frente, com segurança. O ritmo acelerado do cenário profissional exige e, cada vez mais cedo, os adolescentes precisam tomar decisões e escolher a futura profissão. A preparação começa no final do Ensino Fundamental e se estende até o terceiro ano do Ensino Médio.
O mercado de trabalho oferece inúmeras possibilidades, variados caminhos a seguir. Proporcional às possibilidades são as dúvidas que surgem nas mentes dos jovens. Aquele friozinho na barriga, a angústia, é inerente a esse processo de escolha, pois ao optar por algo, estamos necessariamente abrindo mão de outra(s) possibilidade(s) com potencial de realidade. Escolher faz parte do nosso dia a dia. Isso ocorre até mesmo quando deixamos de escolher ou repassamos essa responsabilidade a outrem. Consciente ou inconscientemente, optamos o tempo todo.
Quem somos? O que queremos? O que sentimos? Ter na ponta da língua as respostas dessas três perguntas é um passo mais do que fundamental para alcançar o desejo possuir uma vida profissional convicta, mais próxima do sucesso. Ainda mais quando se tem aproximadamente 200 cursos universitários no País (como noticiou o Guia do Estudante). Há um consenso entre os especialistas da área da Psicologia e da Educação de que quando fazemos escolhas conscientemente, mais capacitado, temos maior chance de acertar.
Ou seja, a Orientação Profissional auxilia o jovem no processo de escolha da futura profissão, permitindo que ele faça uma opção condizente com seus valores, desejos e objetivos em prol do seu projeto de vida. Esse processo ajuda o jovem a construir um projeto de vida, através do autoconhecimento e do conhecimento das diversas profissões.
Capacidade de decisão
Wesley Zukowski, pastor do Instituto Adventista Brasil Central (IABC), e Alex Landim, diretor de Marketing do Instituto Adventista Paranaense (IAP), falam a respeito da importância desse processo de orientação.
1 – Como isso ocorre nas instituições em que vocês atuam?
Wesley: Mantemos um programa de testes vocacionais amplo, que proporciona condições de os alunos avaliarem suas habilidades e potencial para, então, decidir em que área profissional seguir em busca da plena realização.
Alex: O IAP trabalha com projetos que despertam desde cedo nos alunos o interesse por conhecer melhor a profissão. Convidamos alguns pais, representantes da comunidade ou um grupo de profissionais para virem à escola com o intuito de compartilhar experiências e esclarecer dúvidas.
2 - De que forma essa orientação colabora com os alunos?
Wesley: Levando-os a se conhecerem melhor, inclusive o nível de ambição, ritmo de trabalho e habilidades sociais, psíquicas e motoras. Assim, o aluno terá mais suporte para identificar se a área escolhida é mais voltada para serviços manuais, relacionamentos, liderança ou até se ela não exige muita socialização.
Alex: Os alunos passam a analisar melhor suas áreas de interesses, aptidões específicas e gerais. Esse processo revela tendências e habilidades em área de trabalho. O objetivo da Orientação Vocacional é associar esses campos e sugerir caminhos ou tendências profissionais, que possam estar mais próximas das possibilidades, capacidades e interesses do educando.
Pais, nada de pressionar
Que os pais desejam o sucesso profissional de seus filhos não é segredo pra ninguém. Mas a boa intenção, aquela reconhecida preocupação, pode se transformar em empecilho, pressão exacerbada sobre os filhos. Quando isso ocorre é muito importante dialogar. A preocupação dos pais deve ser direcionada para que o filho consiga identificar a profissão ideal para o seu perfil. Gostar do que se faz é um fator muito importante para o sucesso.
A psicóloga Adriana Alves acredita que “uma boa dica é que os pais dividam suas experiências de vida e de escolha profissional. Por sua vez, os filhos podem dividir seus sonhos, projetos e dúvidas. O importante é a troca de pensamentos, o ouvir, acolher e respeitar o outro. Esse processo é importante para a vida toda, independe de idade.”

Tempo para o conhecimento
No mundo atual, como podemos auxiliar os alunos a descobrirem sua vocação profissional? Eis um grande desafio inerente a alguns profissionais, principalmente aqueles que são ligados à área da educação. Jonice Martini, coordenadora pedagógica do Colégio Adventista de Bauru - Associação Paulista Oeste (APO) -, acredita que a difícil tarefa deve ser abraçada pela classe.
“A orientação vocacional não uma função exclusiva do psicólogo. Nós, educadores, não só podemos como devemos participar da escolha profissional de nossos alunos, pois temos possibilidades muito mais amplas do que as que são impostas pelo mundo”, diz. “Caso não consigamos mostrar para nossos alunos o que eles podem fazer com a vida deles, então, precisamos repensar nossa postura e até mesmo nossa profissão”, complementa.
Para ela, a dúvida não pertence apenas aos mais jovens. “Até conosco, adultos e já formados, há o questionamento da ordem: ‘O que eu faço com a minha vida?’ É certo que a ideologia capitalista neoliberal usa disso para manipular e colocar entraves para a realização profissional”, indica.
Como ponto de partida, é necessário nos conhecer efetivamente e, a partir daí, fazer algo que nos realize. Para isso, precisamos de tempo para nós. “Se eu não me conhecer, não serei capaz de me realizar como pessoa e, consequentemente, com meu futuro profissional. Não basta se conhecer, é preciso também se aceitar e gostar de si mesmo”, conta Jonice.
A lógica é: se não me aceito, em primeiro lugar, não aceito os outros; se não gosto de mim, não gosto do outro. É uma via de mão dupla. “A orientação vocacional passa por nós apenas quando entendemos a realidade da nossa vida. Assim, podemos levar o aluno a refletir sobre suas características, personalidade, potencialidades, aprendendo a escolher e a abordar situações conflitivas. A orientação vocacional é que vai auxiliar o jovem a adaptar-se melhor à vida, e elaborar seu projeto de vida.
Tadeu Inácio
Matéria publicada na edição 41 da Revista Mais Destaque
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Entre tapas e beijos

O que fazer quando o ciúme entre irmãos atinge o lar de uma família? Algumas características e motivos em comum podem ajudar os pais nessa difícil missão
Inquietação mental causada por suspeita ou receio de rivalidade no amor ou em outra aspiração, vigilância ansiosa, ressentimento invejoso contra um (suposto) rival ou mais eficiente. Enfim, muitos são os significados contidos no dicionário para descrever a palavra ciúme. Depois dessa pequena explanação já fica claro e evidente o perigo que essa “inquietação” pode causar nas mais variadas formas de relacionamento. Agora, quão difícil fica se isso ocorrer entre irmãos, sobretudo crianças? Dor de cabeça aos pais...
Especialistas são enfáticos ao afirmarem que esse sentimento geralmente se inicia por volta dos quatro anos de idade, fase em que a criança começa a ter percepção do irmão como rival. Não se trata de uma ideia fixa (afinal, cada caso tem suas particularidades), mas é especialmente nessa faixa etária que o sentimento vem à tona. Um bom motivo para que essa competição exista e aconteça entre os irmãos, segundo estudos, é a busca para se conseguir o carinho e a atenção dos pais. Para eles, o ato de dividir contém uma grande dificuldade.
Teresa Artola González, doutora em Psicologia pela Universidade Complutense de Madri (ESP), abordou o tema em seu livro "Como resolver situações cotidianas de seus filhos de 0 a 6 anos". Para ela, a origem dos ciúmes pode, em alguns casos, se situar nos sentimentos de insegurança e inadaptação da criança. “Estes sentimentos de insegurança costumam ser conseqüência de ter se sentido recusado ou ridicularizado na infância ou de uma educação excessivamente negativa baseada no repúdio e na crítica severa por parte dos pais”, diz.
A rivalidade criada entre os irmãos para conseguir o carinho e a atenção dos pais é a causa mais frequente desse problema, principalmente se houver o nascimento de um novo irmão. Diante dessa situação, a criança passa a se sentir abandonada. Sentimentos de culpa e baixa autoestima.
O cenário também pode ocorrer na situação inversa, do irmão menor para o maior. Isto ocorre quando o mais novo vê em seu irmão um "teto impossível de rebaixar", como define Tereza. Ou seja, um “rival” que sempre faz tudo melhor que ele e que goza de certos "privilégios" (não concedidos a ele). “Os favoritismos e preferências que os pais manifestam, inconsciente, por um dos filhos pode dar origem a sentimentos de ciúme nos outro irmão”, alerta a autora.

A importância do diálogo
Mas, se você passa por isso em sua casa, não se sinta como um soldado solitário em meio à guerra. Estudiosos do assunto esclarecem que o ciúme é um sentimento que ocorre em todas as famílias, e uma das formas de lidar com ele é mostrando à criança que o irmão não chegou para dividir o lugar, e que ela continuará sendo amada e tendo o seu espaço na família.
Se porventura o ciúme seja expresso na prática, não existe outra saída a não ser sentar e tratar sobre a situação abertamente, sem rodeios. Toda a convivência entre os irmãos recebe grande influência dos pais. Alguns especialistas dão dicas de como lidar com essa situação:
• Amor, afeto e carinho não devem ser expressos somente por meio de palavras, mas também com atitude;
• Destaque as qualidades da criança, uma vez que é essencial para a autoestima;
• Evidencie para a criança a importância que ela tem na família;
• Não a compare com o outro irmão.
Amor e ódio
Através dos ciúmes, a criança reclama a ausência de atenção das pessoas cujo afeto teme ter perdido. A Psicologia apresenta uma série de condutas características:
- Condutas regressivas: Voltar a fazer xixi na cama, chupar o dedo ou não querer comer sozinha;
- Irritação, nervosismo e agressividade: Essa agressividade invejosa costuma se manifestar na obstinação, como oposição sistemática. Ela constitui uma grande arma para atrair a atenção dos adultos;
- Sentimentos contraditórios: Uma mistura de amor e ódio para com o (novo) irmão. Por um lado lhe quer bem, mas por outro experimenta uma grande agressividade;
- Agressividade dissimulada: Às vezes, a criança ignora o irmão ou nega sua presença.
Em outras ocasiões, pode mostrar condutas hostis e agressivas ou muito carinhosas. Enfim, os ciúmes podem se manifestar de formas mais dissimuladas. Atenção nunca é demais. “Em geral, quanto mais afetuosos se mostram os pais com seus filhos, menos perigos correm de que se tornem ciumentos. Se todas as crianças da família estão satisfeitas pelo afeto recebido dos pais, não terão a inclinação a sentir ciúmes”, relata Tereza.
“Identifique e destaque as características positivas de cada filho” Andreia Tonão, psicóloga
-Durante a rotina familiar, que situações podem contribuir para que o ciúme ocorra entre os irmãos?
Existem várias situações. Dentre elas, a vinda não muito bem aceita ou esclarecida de um irmãozinho. Isso pode acarretar algumas mudanças, como de quarto, de escola e até mesmo, infelizmente, a falta de diálogo, já que os pais passam a direcionar maior atenção e cuidado ao bebê. A situação também pode ocorrer inversamente, do filho menor para com o maior.
-Como a criação, sobretudo dos pais, pode colaborar nesses casos?
As atitudes tomadas pelos pais têm grande importância para que o ciúme passe a existir. É necessário habilidade e equilíbrio nos elogios e estímulos. O ideal é reservar tempo para cada filho e realizar programas, tanto juntos como separados. A criança precisa entender que é querida e amada.
-Que outras pessoas podem colaborar nesse processo?
Em alguns casos, o processo é coletivo, já que envolve pais, avós e demais familiares. Eles costumam participar diretamente do convívio familiar. Evite dar atenção somente ao filho mais novo e as famosas comparações. Priorize identificar e destacar as características positivas de cada filho.
-Como identificar que o quadro necessita da atuação de um psicólogo?
Quando a criança começa a praticar algumas condutas regressivas, como voltar a fazer xixi na cama, não querer comer sozinha, excesso de linguagem infantil, a se mostrar irritada e agressiva. Ou seja, se os ciúmes passar a impedir a relação social entre os irmãos é necessária a avaliação de um profissional.
-De que forma a Psicologia atua nesses casos?
Ela trabalha principalmente com a autoestima e a autoimagem para que a criança perceba que também é importante e especial.
-Como funciona o tratamento?
Em casos mais leves, pode ser realizado através da ajuda dos familiares, do diálogo, compreensão e demonstração de carinho. Outras situações exigem encaminhamento ao psicólogo.
Tadeu Inácio
Texto publicado na edição 41 da Revista Mais Destaque
www.maisdestaque.com.br
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Atletas de final de semana na medida certa

Diversão, socialização e contato com a natureza. Muitos são os atributos quando falamos de atividades físicas. Porém, a história não é tão bonita como se parece. Rotina profissional, familiar e o avanço tecnológico. Muitas pessoas alegam não ter tempo para se exercitarem. Sendo assim, reservam os finais de semana para tal, achando que podem perder aquela gordurinha localizada ou melhorar o condicionamento físico de forma segura e eficiente. Ledo engano. Para atingir esse nível, é importante se exercitar regularmente.
O cenário não muda muito quando falamos em sedentarismo. Ao longo da semana, alimentação rica em calorias, excesso de trabalho, horas em frente ao computador e nada de exercícios físicos. Chega o final de semana e, de repente, o desejo de compensar em algumas horas do dia todos os maus hábitos acumulados. Aí mora o perigo. A inocente pelada com os amigos ou uma despretensiosa corrida no parque pode causar desde uma incômoda contusão muscular até, em casos mais graves, lesões na coluna ou um infarto.

Especialistas são diretos em alertar sobre o perigoso adquirir esse comportamento. Quando se é jovem, raramente os efeitos são sentidos, mas depois dos 35 anos a situação passa a mudar de figura. Exercícios de alta intensidade e sobrecarga podem representar futuras lesões, além de não melhorar em nada o condicionamento físico. O corpo despreparado à prática esportiva sofre. Por isso, antes de iniciar as atividades, faça uma avaliação médica.
Para maiores esclarecimentos sobre o assunto, conversamos com o cardiologista do Hospital Adventista de São Paulo (HASP), Everton Padilha, que avisa: “Não seja um paciente dolorido da segunda-feira.”
Quais os principais cuidados que um atleta de final de semana deve tomar?
Moderação e cautela são essenciais nesse caso. Alongue os grupos musculares de braços, pernas e tronco antes de qualquer atividade. Aqueça-se com uma caminhada de pelo menos 20 minutos. A atividade deve ser recreativa, nada de “tirar o atraso”.
Quais os problemas mais comuns que essas pessoas sofrem?
O mais comum é o aparecimento de cãibras e dores musculares leves. Entretanto, lesões musculares e de ligamentos também são comuns. A musculatura pode sofrer estresse maior do que está acostumada a receber ou não se encontrar alongada de maneira suficiente. Mesma situação para os tendões e ligamentos.
E sobre a alimentação mais adequada?
Aguarde pelo menos uma hora depois de comer para iniciar a atividade, sem exagero; evite refrigerantes, gordura ou frituras; ingira líquidos em boa quantidade para combater a desidratação; use roupas leves; e, logicamente, evite bebidas alcoólicas e o cigarro.
Quais exames são necessários antes de praticarmos certas atividades físicas?
Preferencialmente, passe por uma avaliação com o educador físico e com o médico. Às pessoas acima dos 40 anos, é importante consultar um cardiologista. Normalmente, além do exame clínico, a realização de um teste ergométrico (esteira sob supervisão médica) é essencial para verificar se a pessoa tem a tendência para problemas de angina, arritmias ou hipertensão.
Tadeu Inácio
Texto publicado na edição 40 da Revista Mais Destaque
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