Mostrando postagens com marcador mercado de trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mercado de trabalho. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Com intermediação de mão de obra em alta, Estado oferece mais de 35 mil vagas


Salário e experiência variam conforme a oportunidade. Interessado deve comparecer a uma das 250 unidades dos PATs

O período entre o final e o início do ano oferece boas oportunidades para quem deseja um novo emprego. Somente nesta semana são 35,4 mil vagas disponíveis nos 250 Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs) espalhados pelo Estado. As unidades registraram crescimento neste ano no comparativo com 2012.

Gerenciados pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (SERT), os PATs, além de informar sobre os diversos programas da pasta, são importantes na intermediação de mão de obra. A população tem acesso às vagas por meio do programa Emprega São Paulo/Mais Emprego, agência de empregos pública e gratuita gerenciada pela SERT em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Segundo a Coordenadoria de Operações (COP) da pasta estadual, existe uma queda na procura por emprego nesta época do ano. Entre as oportunidades mais ofertadas estão atendente de lanchonete, vendedor, auxiliar de linha de produção, cobrador interno, porteiro e vigilante, além de operadores - ativos e receptivos - de telemarketing. Ainda de acordo com a COP, os setores de serviço, comércio, agropecuária e indústria, nesta ordem, foram os que mais se destacaram em 2013.

Mais de 61,2 mil admissões



Recentemente, a SERT divulgou o crescimento no número de vagas disponibilizadas e cidadãos admitidos. “Foram mais de 61,2 mil cidadãos admitidos entre janeiro e novembro deste ano. Aumento de 11,2% se comparado com o ano passado inteiro”, indica o secretário estadual do Emprego, Tadeu Morais. “Hoje, a situação é diferente. O pleno emprego no Estado dá possibilidade (ao cidadão) de avaliar e, muitas vezes, até decidir onde quer trabalhar”, emenda.

Como se cadastrar
Para ter acesso às vagas basta acessar o site www.empregasaopaulo.sp.gov.br , criar login, senha e informar os dados solicitados. Outra opção é comparecer a um Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) com RG, CPF, PIS e carteira de trabalho.

457 oportunidades exclusivas para pessoas com deficiência
Para as pessoas com deficiência é necessário também levar laudo médico com o Código Internacional de Doenças (CID) e Audiometria (no caso de deficiência auditiva). Quem não tiver o laudo será orientado no próprio PAT a como proceder para conseguir a documentação exigida.

O cadastramento do empregador também poderá ser feito através do site do Emprega São Paulo ou PAT. Para disponibilizar vagas através do sistema, é necessária a apresentação do CNPJ da empresa, razão social, endereço e o nome do solicitante.

Endereços dos PATs
Confira relação completa de dados dos Postos no site da SERT, no link “PATs”: www.emprego.sp.gov.br

Publicado no site da SERT. Clique aqui

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Time do Emprego capacita internos da Fundação Casa de Atibaia


Programa estadual atende 15 jovens

O Time do Emprego, programa coordenado pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (SERT), inicia nesta quinta-feira (22) mais uma turma na Fundação Casa (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente) de Atibaia. Ao todo, 15 internos em regime fechado, de 14 a 18 anos, participam das atividades.

Durante 12 encontros – um a cada semana –, os facilitadores (profissionais responsáveis pela abordagem dos conteúdos) apresentam técnicas de direcionamento ao mercado de trabalho, aperfeiçoamento de habilidades, produção de currículos, dicas de comportamento em entrevistas, entre outros assuntos.

Será a quarta turma promovida dentro da instituição. Em 2010, ocorreram dois “times”. No ano seguinte, mais um grupo. Cada turma contou com 15 participantes. De acordo com a pedagoga e articuladora da ONG Casulo, Adanir dos Santos, 56, “a ação é resultado da parceria entre Organização e a SERT”. Segundo ela, atualmente, a Fundação apreende 64 internos, que cumprem medida socioeducativa entre seis meses e três anos.

Oportunidade
A reinserção social e a oportunidade de apreender conhecimentos importantes para a conquista de um emprego são pontos destacados pelo secretário de Estado do Emprego, Tadeu Morais. “Trata-se de uma ação socioeducativa que, certamente, fará a diferença na vida desses jovens que iniciarão as atividades”, destaca. “A missão do governo do Estado é proporcionar condições para que as pessoas tenham condições de reinserção social e profissional”, acrescenta o titular da pasta.

Além do time, segundo a pedagoga, parcerias entre a Fundação Casa e demais instituições do terceiro setor oferece aos internos cursos de hotelaria, informática e alimentação básica. “Atendemos jovens de Atibaia e região, como Jundiaí, Várzea Paulista, Jarinu, Piracaia e Indaiatuba”, pontua.

“Os cursos são importantes para inserir essa juventude novamente na sociedade com maior conhecimento”, diz a pedagoga. “Alguns jovens que passaram pelo Time (do Emprego) na Fundação conseguiram emprego e mudaram de vida. Tentamos passar os valores que eles normalmente perderam no caminho”, acrescenta.

Sobre o programa
Desde a implantação, em 2001, mais de 23 mil pessoas já passaram pelo programa em todo o Estado. Destes, aproximadamente 12 mil foram inseridos no mercado de trabalho”.

Matéria de minha autoria publicada no site da SERT. Clique aqui

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Aprendiz Paulista insere mais de 600 alunos no mercado de trabalho


Região metropolitana lidera as estatísticas do primeiro semestre

O Aprendiz Paulista inseriu mais de 600 alunos dos cursos técnicos do Centro Paula Souza (ETECs) no mercado de trabalho, no primeiro semestre deste ano. A marca supera os números obtidos em 2012. Gerenciado pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (SERT), o programa promove a oportunidade do primeiro emprego a estudantes com idades entre 14 e 24 anos do ensino técnico.

A atuação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) está entre os principais motivos para o crescimento do programa. Segundo o secretário de Estado do Emprego, Carlos Ortiz, “a homologação dos cursos técnicos do Centro Paula Souza junto ao Cadastro Nacional de Aprendizagem do MTE deu uma maior credibilidade diante dos empresários”.

Até o ano passado, nem todos os cursos do Centro estavam validados. Hoje, segundo a coordenação do programa, a maior parcela dos mais de 100 cursos cadastrados consta na listagem do Ministério.

Luciano Lourenço, coordenador do programa, acrescenta que o segundo momento responsável pelo aumento de aprendizes inseridos profissionalmente “se deve à fiscalização intensa do MTE nas empresas desde o final do ano passado”. Segundo a legislação, empresas de médio e grande porte devem reservar de 5 a 15% de vagas a aprendizes.

Destaques no primeiro semestre
A região metropolitana de São Paulo, com 440 admissões, lidera o ranking das regiões que mais empregaram estudantes nesses primeiros seis meses. As regiões de Campinas e da Baixada Santista, com 44 e 15, respectivamente, aparecem na sequência.

Ao todo, são 36 cidades atendidas: São Paulo, Piracicaba, Guarulhos, Caieiras, Santos, Santo André, Arujá, São Bernardo do Campo, Diadema, Pindamonhangaba, Atibaia, Monte Alto, Porto Feliz, Araras, Campinas, Cerqueira César, Itanhaém, Itu, Osasco, Taquarituba, Batatais, Jacareí, Marília, Mauá, Altinópolis, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jundiaí, Mirassol, Mogi das Cruzes, Registro, São Caetano do Sul, Taubaté e Tietê.

De aprendizes a efetivados
Divisor de águas. Anny Gonçalves, 18, auxiliar de Recursos Humanos e estudante de RH, conheceu o programa na ETEC Lauro Gomes, em São Bernardo do Campo. Depois de seis meses como aprendiz em uma empresa do ramo de indústria, Anny foi efetivada. Quando questionada sobre a importância do programa da SERT, a auxiliar é direta. “Abriu minha visão e meus caminhos profissionais. O Aprendiz Paulista foi um grande divisor de águas na minha vida”, encerra.


Felipe Ferreira foi efetivado após dez meses participando do programa

“Sem sacrifício não há vitória”. O curso de Administração na ETEC Raposo Tavares foi importante na vida do assistente de Gestão, Felipe Martins, 18. Além da formação técnica, o jovem pôde conhecer os benefícios do Aprendiz Paulista. A intensa rotina escola-trabalho quase o fez desistir durante os dez meses em que participou do programa em uma empresa do ramo de alimentos lácteos. “Mas meu lema era: ‘Sem sacrifícios não há vitória’”, revela. “Na ETEC, aprendi a teoria. E no ambiente de trabalho era a aula prática”. Felipe foi efetivado como assistente de RH em janeiro deste ano.

Valiosa indicação. Diego Souza, 19, assistente jurídico e técnico em Administração, lembra-se de uma amiga ao falar sobre o programa. “Ela (amiga) me incentivou a participar depois de ter sido aprendiz”, conta. Após um ano na função - seu primeiro emprego -, Souza conseguiu a esperada efetivação na área jurídica de uma empresa do ramo alimentício da capital. “O cargo que ocupei como aprendiz me deu toda a experiência”, diz.

Avaliação positiva
Magna Santos, diretora de Gestão de uma empresa parceira, situada na capital paulista, acredita que contribuir para o desenvolvimento destes jovens trabalhadores é muito positivo. “Prova disso é que temos efetivado 100% desses colaboradores. Nos surpreendemos com os resultados e com o rápido aprendizado deles”, destaca.

Para ela, a oportunidade de promover estímulos na formação técnica e no dia a dia da empresa é outro ponto a ser destacado. “Por se tratar do primeiro emprego, os jovens, normalmente, são muito empenhados em aprender sobre a rotina de trabalho. Isso proporciona um ambiente de interação positivo”, finaliza.

Mais sobre o programa
A jornada de trabalho é de até oito horas, incluídas as horas destinadas às aulas teóricas e práticas.

Como a contratação do aprendiz é em regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), não há bolsa-auxílio. O aprendiz recebe salário mínimo-hora pago pelo empregador de R$ 3,08 ou, caso a empresa tenha algum acordo ou convenção coletiva para salário, ele se aplica ao aprendiz. A faixa salarial varia entre R$ 678 e R$ 1000.

O interessado que deseja se cadastrar deve acessar o site www.empregasaopaulo.sp.gov.br, clicar no ícone Aprendiz Paulista, criar login, senha e informar os dados solicitados.

Em contrapartida, para a empresa participar do programa, basta disponibilizar as vagas no sistema Emprega São Paulo/Mais Emprego, agência de empregos pública e gratuita gerenciada pela SERT, em parceria com o MTE, no site citado acima.

Semanalmente, a SERT divulga as oportunidades disponíveis no mercado de trabalho.

Tadeu Inácio

Texto em destaque no site da SERT. Clique aqui

NA MÍDIA: Publicado na edição de 11 de julho do Diário Oficial. Clique aqui


quinta-feira, 20 de junho de 2013

SERT qualifica egressos do sistema penitenciário

Secretaria implanta bolsa para inserir detentos e ex-detentos no mercado de trabalho

Na próxima sexta-feira (21), a Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (SERT) implanta 33 bolsas da Frente de Trabalho/Programa Estadual de Apoio ao Egresso do Sistema Penitenciário (Pró-Egresso) em Bauru. O evento que contemplará apenas reeducandos masculinos ocorre às 15h, no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) III, que fica no Km 349 da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros.

Desenvolvida pela SERT em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) e prefeituras, a ação objetiva levar egressos e reeducandos à geração de renda, qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho. Durante nove meses, os contemplados prestam serviços ao município quatro dias por semana (6h/dia) e recebem 150h de qualificação profissional. A bolsa auxílio é de R$ 300 mensais.

“Em Bauru, graças à parceria com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), qualificaremos estes trabalhadores nos cursos de assentamento de tijolos e pintura”, revela o secretário adjunto estadual do Emprego, Aparecido Bruzarosco, que estará presente na cerimônia.

O coordenador do programa, Luciano Lourenço, explica as parcerias. “A SERT é responsável pela bolsa e fiscalização. A SAP, por sua vez, através da unidade prisional, faz a triagem do reeducando que vai trabalhar. Por fim, a prefeitura informa onde o trabalhador (reeducando) prestará serviços”, sintetiza.

Quem pode participar:
- Egressos do sistema penitenciário: ex-detentos que saíram do sistema carcerário há no máximo um ano ou estejam em liberdade condicional;
- Liberados definitivos lato sensu: cumpriram pena e estão em liberdade há mais de um ano;
- Em situação especial de cumprimento de pena: casos como os de detentos que cumprem pena em regime semiaberto ou aberto, foram beneficiados pela suspensão condicional da pena e foram condenados a penas alternativas;
- Anistiados, agraciados, indultados, perdoados judicialmente: aqueles cuja punibilidade foi declarada extinta.

Como participar
Os interessados devem efetuar cadastro nas unidades do Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), do Poupatempo ou da Coordenadoria de Apoio ao Egresso e Família (CAEF), munidos de RG, CPF, carteira de trabalho e comprovante de endereço.

Para maiores informações, acesse:

www.empregasaopaulo.com.br
www.emprego.sp.gov.br

Tadeu Inácio

Conteúdo publicado no site da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho. Clique aqui

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Jovem Cidadão atende mais de 163 mil pessoas


Foto: Paulo Cesar Rocha (SERT)

Em seu 13º aniversário, programa da SERT comemora resultados

Mais de 163,6 mil jovens beneficiados em todo o Estado. Este é o resultado do programa Jovem Cidadão - Meu Primeiro Trabalho, que completa 13 anos de atividade neste sábado (27). Gerenciado pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (SERT) - e desenvolvido junto a empresas públicas privadas e entidades sem fins lucrativos -, o programa objetiva oferecer a primeira oportunidade de trabalho para jovens, estudantes do Ensino Médio das escolas do sistema público estadual, com idade entre 16 e 21 anos.

“O programa ‘quebra’ a principal causa do desemprego juvenil que é a falta de experiência profissional. Vale destacar que a escolaridade também é um fator preponderante e, quando aliada à falta de experiência, potencializa a dificuldade de inserção no mercado de trabalho”, resume o secretário de Estado do Emprego, Carlos Ortiz.

Além de oferecer oportunidades de ingressar no mundo do trabalho e atender famílias em situação de vulnerabilidade social, o Jovem Cidadão - instituído durante o governo Mário Covas e pelo secretário de Estado do Emprego Valter Barelli - possibilita ao participante vivência nas relações que envolvem o mundo do trabalho, como geração de renda, formação profissional, agregar novos valores à sua formação, adquirir e aprimorar conhecimentos e ter responsabilidade em suas ações.

Segundo Luciano Lourenço, coordenador do programa, no primeiro trimestre de 2013, o programa já inseriu 2.093 jovens em programa de estágio em todo o Estado. “Fico muito honrado em saber da grande redução da vulnerabilidade juvenil. Afinal, o Jovem Cidadão oferece experiência profissional, estímulo pelos estudos, melhorando, assim, o desempenho escolar e a autoestima do jovem dos cursos de Ensino Médio da rede pública estadual”, diz Lourenço.

Simone do Nascimento, responsável pela gerência do programa, ratifica o prazer em proporcionar mudança de vida aos jovens. “É gratificante trabalhar em um programa como o Jovem Cidadão, pois conseguimos ver de maneira efetiva a mudança que ele trás na vida desses jovens”, afirma.

Contratação

O jovem é contratado por seis meses. O prazo pode ser prorrogado por mais seis meses, de acordo com a Lei de Estágio. Não existe vínculo empregatício. Assinam o termo de compromisso o jovem (ou o responsável quando ele for menor), a empresa concedente do estágio, o diretor da escola e a SERT.

A empresa fica responsável pelo pagamento mínimo de R$ 3,13/hora mais o vale-transporte. Em alguns casos, o empregador oferece outros benefícios. O secretário Ortiz editou a resolução SERT nº 21, de 27 de setembro de 2012, que passou a vigorar a partir de 01 de outubro de 2012, onde o valor da bolsa que não era reajustado desde 2008 passou de R$ 1,89 para o valor atual.

Atualmente, o programa tem em seu banco de dados 11.977 empresas ativas. O governo estadual, por sua vez, oferece bolsa-auxílio de R$ 65/mês e seguro de vida e acidentes.

Tadeu Inácio

Notícia publicada no site da SERT. Clique aqui

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O próximo passo


Como a Orientação Profissional colabora para o jovem ficar mais próxima da opção correta

Assumir riscos. Pensar, analisar e refletir sobre variados aspectos - pontos positivos e negativos - antes de definir o melhor caminho a seguir. Nem sempre alcançamos tal decisão de maneira rápida e segura, mas é preciso ir adiante e se capacitar devidamente para enfrentar a situação de frente, com segurança. O ritmo acelerado do cenário profissional exige e, cada vez mais cedo, os adolescentes precisam tomar decisões e escolher a futura profissão. A preparação começa no final do Ensino Fundamental e se estende até o terceiro ano do Ensino Médio.

O mercado de trabalho oferece inúmeras possibilidades, variados caminhos a seguir. Proporcional às possibilidades são as dúvidas que surgem nas mentes dos jovens. Aquele friozinho na barriga, a angústia, é inerente a esse processo de escolha, pois ao optar por algo, estamos necessariamente abrindo mão de outra(s) possibilidade(s) com potencial de realidade. Escolher faz parte do nosso dia a dia. Isso ocorre até mesmo quando deixamos de escolher ou repassamos essa responsabilidade a outrem. Consciente ou inconscientemente, optamos o tempo todo.

Quem somos? O que queremos? O que sentimos? Ter na ponta da língua as respostas dessas três perguntas é um passo mais do que fundamental para alcançar o desejo possuir uma vida profissional convicta, mais próxima do sucesso. Ainda mais quando se tem aproximadamente 200 cursos universitários no País (como noticiou o Guia do Estudante). Há um consenso entre os especialistas da área da Psicologia e da Educação de que quando fazemos escolhas conscientemente, mais capacitado, temos maior chance de acertar.

Ou seja, a Orientação Profissional auxilia o jovem no processo de escolha da futura profissão, permitindo que ele faça uma opção condizente com seus valores, desejos e objetivos em prol do seu projeto de vida. Esse processo ajuda o jovem a construir um projeto de vida, através do autoconhecimento e do conhecimento das diversas profissões.

Capacidade de decisão

Wesley Zukowski, pastor do Instituto Adventista Brasil Central (IABC), e Alex Landim, diretor de Marketing do Instituto Adventista Paranaense (IAP), falam a respeito da importância desse processo de orientação.

1 – Como isso ocorre nas instituições em que vocês atuam?
Wesley: Mantemos um programa de testes vocacionais amplo, que proporciona condições de os alunos avaliarem suas habilidades e potencial para, então, decidir em que área profissional seguir em busca da plena realização.
Alex: O IAP trabalha com projetos que despertam desde cedo nos alunos o interesse por conhecer melhor a profissão. Convidamos alguns pais, representantes da comunidade ou um grupo de profissionais para virem à escola com o intuito de compartilhar experiências e esclarecer dúvidas.

2 - De que forma essa orientação colabora com os alunos?
Wesley: Levando-os a se conhecerem melhor, inclusive o nível de ambição, ritmo de trabalho e habilidades sociais, psíquicas e motoras. Assim, o aluno terá mais suporte para identificar se a área escolhida é mais voltada para serviços manuais, relacionamentos, liderança ou até se ela não exige muita socialização.
Alex: Os alunos passam a analisar melhor suas áreas de interesses, aptidões específicas e gerais. Esse processo revela tendências e habilidades em área de trabalho. O objetivo da Orientação Vocacional é associar esses campos e sugerir caminhos ou tendências profissionais, que possam estar mais próximas das possibilidades, capacidades e interesses do educando.

Pais, nada de pressionar

Que os pais desejam o sucesso profissional de seus filhos não é segredo pra ninguém. Mas a boa intenção, aquela reconhecida preocupação, pode se transformar em empecilho, pressão exacerbada sobre os filhos. Quando isso ocorre é muito importante dialogar. A preocupação dos pais deve ser direcionada para que o filho consiga identificar a profissão ideal para o seu perfil. Gostar do que se faz é um fator muito importante para o sucesso.

A psicóloga Adriana Alves acredita que “uma boa dica é que os pais dividam suas experiências de vida e de escolha profissional. Por sua vez, os filhos podem dividir seus sonhos, projetos e dúvidas. O importante é a troca de pensamentos, o ouvir, acolher e respeitar o outro. Esse processo é importante para a vida toda, independe de idade.”


Tempo para o conhecimento

No mundo atual, como podemos auxiliar os alunos a descobrirem sua vocação profissional? Eis um grande desafio inerente a alguns profissionais, principalmente aqueles que são ligados à área da educação. Jonice Martini, coordenadora pedagógica do Colégio Adventista de Bauru - Associação Paulista Oeste (APO) -, acredita que a difícil tarefa deve ser abraçada pela classe.

“A orientação vocacional não uma função exclusiva do psicólogo. Nós, educadores, não só podemos como devemos participar da escolha profissional de nossos alunos, pois temos possibilidades muito mais amplas do que as que são impostas pelo mundo”, diz. “Caso não consigamos mostrar para nossos alunos o que eles podem fazer com a vida deles, então, precisamos repensar nossa postura e até mesmo nossa profissão”, complementa.

Para ela, a dúvida não pertence apenas aos mais jovens. “Até conosco, adultos e já formados, há o questionamento da ordem: ‘O que eu faço com a minha vida?’ É certo que a ideologia capitalista neoliberal usa disso para manipular e colocar entraves para a realização profissional”, indica.

Como ponto de partida, é necessário nos conhecer efetivamente e, a partir daí, fazer algo que nos realize. Para isso, precisamos de tempo para nós. “Se eu não me conhecer, não serei capaz de me realizar como pessoa e, consequentemente, com meu futuro profissional. Não basta se conhecer, é preciso também se aceitar e gostar de si mesmo”, conta Jonice.

A lógica é: se não me aceito, em primeiro lugar, não aceito os outros; se não gosto de mim, não gosto do outro. É uma via de mão dupla. “A orientação vocacional passa por nós apenas quando entendemos a realidade da nossa vida. Assim, podemos levar o aluno a refletir sobre suas características, personalidade, potencialidades, aprendendo a escolher e a abordar situações conflitivas. A orientação vocacional é que vai auxiliar o jovem a adaptar-se melhor à vida, e elaborar seu projeto de vida.

Tadeu Inácio
Matéria publicada na edição 41 da Revista Mais Destaque