terça-feira, 3 de julho de 2012
Campinas recebe sua primeira agência do Banco do Povo Paulista
"Os microempreendedores de uma grande cidade como Campinas não poderiam deixar de contar com uma agência do Banco do Povo Paulista (BPP)”. Desta forma, na manhã desta segunda-feira (02), o secretário de Estado do Emprego e Relações do Trabalho, Carlos Ortiz, iniciou seu discurso durante a inauguração da 496ª unidade do BPP no Estado, a primeira na cidade. Localizada na sede da Associação Comercial Industrial de Campinas (ACIC), a agência inicia seu trabalho com uma linha de crédito inicial no valor de R$ 1 milhão.
Atendendo à solicitação do governador Geraldo Alckmin, de “pisar fundo no acelerador” e levar, até 2014, o BPP a todos os 645 municípios do Estado, Ortiz chegou à 19ª inauguração (sete delas realizadas apenas na última semana) deste programa em pouco mais de 100 dias de mandato frente à Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (SERT). A partir de agora, os microempreendedores da cidade podem comparecer à Rua José Paulino, nº 1119, na região central, para terem acesso a empréstimos que variam de R$ 200 a R$ 15 mil, com pagamento em até 36 meses e taxa de juros de 0,5% ao mês (a menor do país).
Além de Ortiz, a cerimônia inaugural contou com as presenças do vice-prefeito Francisco Soares; de Guilherme Campos, deputado federal e vice-presidente da ACIC; de Wilson Vaz, diretor regional da SERT; de Antônio Mendonça, diretor-executivo do BPP; entre outras autoridades. Agora, a região administrativa de Campinas conta com o programa em 69 municípios.
O programa de microcrédito da SERT emprestou mais de R$ 100 milhões no primeiro semestre deste ano. Esses recursos beneficiaram aproximadamente 20 mil microempreendedores de todo o Estado. “Isso significa 102% de aumento em relação ao mesmo período do ano anterior”, afirma Mendonça. Desde a criação do BPP, em 1998, mais de 282 mil empreendedores paulistas foram beneficiados, totalizando recursos superiores a R$ 965 milhões emprestados. “A cifra de R$ 1 bilhão em empréstimos concedidos está próxima de ser alcançada. Nesse ritmo, ela será alcançada em meados de agosto”, comemora Mendonça.
Confira as fotos de Campinas no Flickr
Alambari recebe a 20ª agência do BPP da gestão Ortiz
Além de Campinas, essa segunda-feira também marcou mais uma inauguração de agência do BPP – a 497ª do Estado. A cidade de Alambari, localizada na região de Sorocaba, recebeu sua unidade. Os microempreendedores locais passam a ter acesso aos empréstimos na sede da prefeitura local, localizada na Rua Dahyr Rachid, s/n. Ortiz participou da cerimônia ao lado do prefeito da cidade, Sandro de Camargo; do vice-prefeito José Benedito; do presidente da Câmara local, Edson Candera; entre outras autoridades.
Confira as fotos de Alambari no Flickr
Notícia de minha autoria postada no site da SERT
Ministro Brizola Neto reúne-se com lideranças sindicais em São Paulo
As lideranças sindicais estiveram reunidas na manhã desta sexta-feira (29), na sede da Força Sindical para tratar de assuntos relevantes à classe com o ministro do Trabalho, Brizola Neto. Entre os muitos convidados, estiveram presentes o presidente em exercício da Força Sindical, Miguel Torres, e o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, João Inocentini.
A reunião trouxe à tona alguns questionamentos relevantes ao trabalhador por parte dos líderes sindicais, sobretudo aquelas direcionadas à questão do fator previdenciário e à revisão da portaria 186, que, para muitos, traz prejuízo aos trabalhadores. A portaria 186 fixa normas sobre registro sindical e alterações estatutárias das entidades. Com exceção à CUT, todas as centrais sindicais são contrárias à portaria. O fundamental para superar a portaria 186, segundo o ministro, é que “ocorra a construção de um regramento claro, que não deixe um caráter subjetivo para análise dos processos e que o MTE cumpra sua função constitucional.”
Em seu discurso, Brizola Neto, que assumiu o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) há menos de 60 dias, destacou o momento de recuperação do poder intermediador de sua pasta, além de destacar a importância da construção de uma agenda sindical. “É necessário voltar a construirmos um diálogo social, chamando as centrais sindicais para reuniões no MTE”, disse. “Ela servirá para corrigir algumas distorções que aconteceram com o MTE ao longo dos anos”, acrescentou.
Por fim, o ministro, lembrando o avô Leonel Brizola, destacou a importância das políticas públicas priorizarem a educação no país. Brizola Neto aproveitou a ocasião para anunciar a aprovação do projeto que prevê a construção de diversos centros educacionais. “A grande saída para enfrentarmos a crise tem sido a afirmação de políticas que coloquem o trabalho no centro do processo de desenvolvimento nacional”, discursou. O último censo mostrou que 71% dos trabalhadores brasileiros estão formalizados (no final da década de 90, eram menos de 50%).
“O investimento na qualificação faz com que o país consolide o processo de aumento da produtividade, de melhoria na qualidade dos postos de trabalho e, consequentemente, da renda. Sempre defendemos um grande caminho da educação, seja ela normal ou profissional”, encerrou Brizola.
Confira fotos no Flickr
A reunião trouxe à tona alguns questionamentos relevantes ao trabalhador por parte dos líderes sindicais, sobretudo aquelas direcionadas à questão do fator previdenciário e à revisão da portaria 186, que, para muitos, traz prejuízo aos trabalhadores. A portaria 186 fixa normas sobre registro sindical e alterações estatutárias das entidades. Com exceção à CUT, todas as centrais sindicais são contrárias à portaria. O fundamental para superar a portaria 186, segundo o ministro, é que “ocorra a construção de um regramento claro, que não deixe um caráter subjetivo para análise dos processos e que o MTE cumpra sua função constitucional.”
Em seu discurso, Brizola Neto, que assumiu o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) há menos de 60 dias, destacou o momento de recuperação do poder intermediador de sua pasta, além de destacar a importância da construção de uma agenda sindical. “É necessário voltar a construirmos um diálogo social, chamando as centrais sindicais para reuniões no MTE”, disse. “Ela servirá para corrigir algumas distorções que aconteceram com o MTE ao longo dos anos”, acrescentou.
Por fim, o ministro, lembrando o avô Leonel Brizola, destacou a importância das políticas públicas priorizarem a educação no país. Brizola Neto aproveitou a ocasião para anunciar a aprovação do projeto que prevê a construção de diversos centros educacionais. “A grande saída para enfrentarmos a crise tem sido a afirmação de políticas que coloquem o trabalho no centro do processo de desenvolvimento nacional”, discursou. O último censo mostrou que 71% dos trabalhadores brasileiros estão formalizados (no final da década de 90, eram menos de 50%).
“O investimento na qualificação faz com que o país consolide o processo de aumento da produtividade, de melhoria na qualidade dos postos de trabalho e, consequentemente, da renda. Sempre defendemos um grande caminho da educação, seja ela normal ou profissional”, encerrou Brizola.
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terça-feira, 19 de junho de 2012
Agência do Banco do Povo Paulista é inaugurada em Francisco Morato

Na tarde desta terça-feira (12), a Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho (SERT) – representada por seu secretário, Carlos Ortiz – inaugurou a 489° agência do Banco do Povo Paulista (BPP), desta vez, em Francisco Morato. A cerimônia reuniu aproximadamente 100 pessoas na agência, localizada à Rua Progresso, região central do município.
Além de Ortiz, a ocasião reuniu, entre outras autoridades, o prefeito José Bressane; o presidente da Câmara local, Hélio Gomes; o diretor executivo do BPP, Antônio Mendonça; a presidente da Associação Comercial local, Ana Lúcia; o gerente setorial do BPP, Marcos Bueno; Tito de Oliveira, secretário do Trabalho do município de São Paulo; Patrícia Costa, representante do SEBRAE-SP; além das agentes de crédito, Eliana e Maísa.
O objetivo do BPP é promover a geração de emprego e renda, por meio do desenvolvimento de pequenos negócios, e conceder empréstimos – que variam de R$ 200 a R$ 15 mil -, com pagamento em até 36 meses e taxa de juros de 0,5% ao mês (a menor do país). Uma ferramenta que impulsiona o desenvolvimento naregião, atende aos anseios do empreendedor e do microempresário, além de oferecer melhorias às condições do município.
Inicialmente, a cidade receberá limite de crédito de R$ 500 mil. “Sinto orgulhoso por poder trazer esse benefício à população de Francisco Morato. Desde o momento em que assumi a SERT, o governador (Geraldo Alckmin) disse para eu ‘pisar fundo no acelerador’ por meio das novas unidades do BPP. E, assim, seguimos nosso trabalho”, disse Ortiz. “Até o final do meu mandato, desejamos abrir um BPP em cada município do Estado e permanecer com esse trabalho que ajuda as pessoas mais necessitadas”, complementou.
Depois de completar 14 anos de história, o BPP segue com a missão de oferecer microcrédito à população paulista. “Às vezes, o pouco pode fazer a diferença na vida dos empreendedores e microempresários. Este é mais um dos muitos benefícios entregues ao município”, afirmou o prefeito Bressane.
À frente do BPP há cinco anos, o diretor Antônio Mendonça não escondeu a satisfação por mais uma inauguração e destacou a rapidez do projeto. “Trabalhamos em um ritmo acelerado para ampliar a atuação do BPP em todo o Estado. Entregamos esta unidade em tempo recorde: 47 dias após a demanda junto ao secretário”, revelou.

Sobre o BPP
Atualmente, o BPP está presente em 474 municípios, com 489 unidades de atendimentos ao microempreendedor. Neste ano, a SERT inaugurou 14 novas agências em diferentes cidades do Estado.
Desde sua criação, em meados de 1998, o programa já concedeu aproximadamente R$ 950 milhões em empréstimos, por meio de mais de 278 mil operações. Somente no primeiro trimestre deste ano, o BPP concedeu mais de R$ 50 milhões em mais de 10 mil operações.
Tadeu L. Inácio
Confira no site da SERT
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Secretário prestigia abertura da amostra “Brasil-Itália” na Sé
“A participação italiana na organização operária e sindical brasileira”. Com este tema, foi aberta ao público, na manhã deste sábado (02), a exposição que comemora o “Momento Brasil-Itália” e os “150 anos da unificação italiana”. O mezanino da estação Sé do Metrô foi o local escolhido para abrigar a iniciativa da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (SERT) e do Centro de Memória Sindical (CMS).
Entre outras autoridades, marcaram presença o secretário de Emprego e Relações do Trabalho, Carlos Ortiz; a vice-prefeita da cidade de São Paulo, Alda Marco Antônio; Plínio Sarti, presidente da União dos Italianos no Mundo e ex-secretário de Estado do Trabalho; o deputado italiano Fabio Porta; o presidente da UIL – Unione Italiana del Lavoro no Brasil (central sindical italiana), Guido Moretti; Milton Cavalo, presidente do CMS; Attilio de Gasperis, representante Consul Geral da Itália no Brasil; além de Jorge Nazareno, presidente dos Metalúrgicos de Osasco e o secretário da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (o “Juruna”).
“A maior conquista é podermos estar aqui no centro da cidade, na estação de Metrô mais movimentada, e ter a oportunidade de abrir este acervo para que todos, principalmente os mais jovens, possam conhecer e dar continuidade a essa história”, destacou o secretário Ortiz. A mostra foi idealizada sob a missão de resgatar de uma forma geral a importância da participação italiana nas atividades sindicais e operárias da história social brasileira. Por meio das 32 lâminas disponibilizadas, o público terá a oportunidade de conferir como ocorreu a chegada dos italianos ao Brasil, as condições de vida e trabalho de algumas lideranças da época, o trabalho da imprensa (nos idiomas italiano e português) e as manifestações operárias e sua repressão.
Durante seu discurso, Alda Marco Antônio fez questão de enfatizar a relação existente entre a chegada dos imigrantes ao país e o desenvolvimento ocorrido na cidade de São Paulo no último século. “Quem esquece o passado está fadado ou a repetir os erros ou a não aprender com ele”, disse. “Estamos aqui para resgatar essa história que muito tem a ver com o progresso atual na área social do nosso país. Eu sempre digo que se não fossem esses imigrantes, nós não teríamos colocado na presidência da república um operário”, complementou Plínio Sarti.
A história do Brasil é um pouco também a história da Itália. Segundo Fabio Porta, “a parte operária e o movimento sindical são, talvez, as páginas mais significativas”. “Em um momento como esse, não poderia faltar uma exposição para homenagear essa leva de italianos que vieram para cá que, junto aos brasileiros, constituíram o sindicalismo que hoje trouxe tantas conquistas ao país”, acrescentou.
A exposição permanece no mezanino da estação Sé do Metrô até o dia 30/06. As estações Tatuapé e Luz também receberão a amostra, em julho e agosto, respectivamente.
(minha primeira) Matéria publicada no site da Sert.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Eficácia na Equoterapia
Exercícios com cavalos colaboram no desenvolvimento de pessoas com mobilidade reduzida
Depois de sofrer alguma grave lesão, o ser humano passa a buscar por alternativas eficazes na busca de uma reabilitação plena. Muitos são os tratamentos disponíveis – cada qual com uma finalidade, variando de caso a caso. Entre eles, existe a equoterapia (nome dado ao tipo de exercício realizado por meio da interação com o cavalo), que permite ações regenerativas que percorrem a coluna através da medula espinhal, chegando ao sistema nervoso central (SNC) e buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e necessidades especiais.
Terapêutico e educacional, este método - que também pode ser chamado de equitação terapêutica - visa o desenvolvimento físico, psicológico e social. Ele emprega o cavalo como agente promotor de ganhos físicos, psicológicos e educacionais, exigindo a participação do corpo inteiro, de todos os músculos e articulações. Um dos aspectos mais importantes neste tratamento é que é possível conscientizar os pacientes de suas capacidades e não de suas incapacidades, trabalhando o deficiente como um todo, tanto pelo lado psíquico como pelo somático.
Segundo especialistas, durante o deslocamento do animal, a pessoa que realiza o exercício recebe de 1800 a 2200 estímulos cerebrais e ajustes tônicos (movimentos automáticos de adaptação do praticante ao movimento feito pelo cavalo). “No SNC, os neurônios se unem e geram novas células nervosas. Elas passarão a servir como uma ‘ponte’ na realização de uma determinada atividade motora dificultada por uma lesão cerebral”, esclarece a fisioterapeuta Letícia Junqueira, do Jockey Club de São Paulo (Espaço Letícia Junqueira).
A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, o ato de montar e o manuseio final, desenvolve novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima. Segundo texto publicado no site da Associação Nacional de Equoterapia (ANDE-Brasil), “esta atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força, tônus muscular, flexibilidade, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.”
Semelhanças na forma de andar
O cavalo é utilizado como recurso terapêutico. Seu movimento rítmico, preciso e tridimensional pode ser comparado com a ação da pelve humana no andar: para direita e para esquerda, para cima e para baixo e para frente e para trás, tudo simultaneamente.
Isso permite a todo instante entradas sensoriais em forma de propriocepção profunda, estimulação vestibular, olfativa, visual e auditiva.
Fonte: Saúde Vida Online
Benefícios e projeto de lei
Muitos são os benefícios adquiridos pelo paciente por meio deste tratamento. Porém, ele deve ser encarado quase sempre como uma terapia complementar, o que não elimina a necessidade de outros tratamentos, como o fonoaudiológico, o fisioterapêutico e o psicoterapêutico, entre outros. A evolução de cada paciente é sempre individual, mas quase sempre, inclusive por conta dos aspectos motivacionais, os resultados aparecem já nos primeiros meses de atendimento.
Há alguns anos o projeto de lei que inseri o programa de equoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS) tramita no Congresso Nacional. Vandete Lima, coordenadora de centros e filiação da ANDE-BRASIL, afirmou que o projeto de lei continua caminhando nas comissões. “Ele ainda depende de aprovação para ser regulamentado. Desta forma, ainda não existe o tratamento pelo SUS, porém existem municípios que financiam projetos através de dinheiro do SUS, mas são situações isoladas”, informou.
Três fases do tratamento
Hipoterapia: o praticante não consegue montar sozinho no dorso do animal. Logo, necessita de um terapeuta para ajudá-lo nas atividades direcionadas ao seu tipo de tratamento;
Educação/Reedução: nesta fase, o praticante já consegue efetuar exercícios sozinho e até conduz o animal, necessitando às vezes do condutor na lateral. Os profissionais mais indicados para trabalhar nesta segunda fase é o pedagogo, psicólogo, educação física etc;
Pré-esportivo: neste momento, o praticante já consegue realizar alguns exercícios de hipismo sozinho.
Fonte: equoterapianet.com.br
Crescente demanda
“Em função da eficiência dos seus resultados, a equoterapia vem atraindo cada vez mais a atenção da comunidade técnico-científica. É crescente a demanda por acesso a esse método terapêutico (aprovado pelo Conselho Federal de Medicina - CFM)”, informa o site da ANDE. Sendo assim, a atividade equoterápica vem se constituindo em um vasto e atraente campo de trabalho para profissionais das áreas de saúde, educação e equitação. Cursos e eventos proliferam por todo o país.
Ainda segundo a instituição, “o resultado de todo este cenário é a grande responsabilidade na conjugação de esforços que objetivam manter a integridade do método terapêutico dentro de princípios técnicos-cíentífico, éticos e sociais; capacitar de forma adequada os profissionais que atuarão nos centros filiados; e evitar que o modismo e o aparente lucro fácil, desvirtue tão eficaz método terapêutico e educacional.”
A origem
Embora identificada como método terapêutico na década de 60, a equoterapia tem antecedentes mais distantes. Hipócrates, em 377 a.C., no livro "Das Dietas", já reconhecia a equitação como uma atividade de regeneração à saúde. Contudo, apenas séculos depois é que pesquisadores na França admitiram os benefícios da equitação e incluíram o assunto nos meios acadêmicos.
Desde 1969, a Associação Americana de Hipoterapia para Deficientes (NARHA) vem divulgando na América do Norte o método, que, na Europa, é conhecido há mais de 20 anos. No Brasil, o tratamento tomou maior impulso a partir dos anos 70, quando foi criada a ANDE. A Equoterapia foi reconhecida como método terapêutico em 1997 pela Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitacional e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
Tadeu Inácio
*Texto publicado na edição 44 da Revista @maisdestaque
Depois de sofrer alguma grave lesão, o ser humano passa a buscar por alternativas eficazes na busca de uma reabilitação plena. Muitos são os tratamentos disponíveis – cada qual com uma finalidade, variando de caso a caso. Entre eles, existe a equoterapia (nome dado ao tipo de exercício realizado por meio da interação com o cavalo), que permite ações regenerativas que percorrem a coluna através da medula espinhal, chegando ao sistema nervoso central (SNC) e buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e necessidades especiais.
Terapêutico e educacional, este método - que também pode ser chamado de equitação terapêutica - visa o desenvolvimento físico, psicológico e social. Ele emprega o cavalo como agente promotor de ganhos físicos, psicológicos e educacionais, exigindo a participação do corpo inteiro, de todos os músculos e articulações. Um dos aspectos mais importantes neste tratamento é que é possível conscientizar os pacientes de suas capacidades e não de suas incapacidades, trabalhando o deficiente como um todo, tanto pelo lado psíquico como pelo somático.
Segundo especialistas, durante o deslocamento do animal, a pessoa que realiza o exercício recebe de 1800 a 2200 estímulos cerebrais e ajustes tônicos (movimentos automáticos de adaptação do praticante ao movimento feito pelo cavalo). “No SNC, os neurônios se unem e geram novas células nervosas. Elas passarão a servir como uma ‘ponte’ na realização de uma determinada atividade motora dificultada por uma lesão cerebral”, esclarece a fisioterapeuta Letícia Junqueira, do Jockey Club de São Paulo (Espaço Letícia Junqueira).
A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, o ato de montar e o manuseio final, desenvolve novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima. Segundo texto publicado no site da Associação Nacional de Equoterapia (ANDE-Brasil), “esta atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força, tônus muscular, flexibilidade, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.”
Semelhanças na forma de andar
O cavalo é utilizado como recurso terapêutico. Seu movimento rítmico, preciso e tridimensional pode ser comparado com a ação da pelve humana no andar: para direita e para esquerda, para cima e para baixo e para frente e para trás, tudo simultaneamente.
Isso permite a todo instante entradas sensoriais em forma de propriocepção profunda, estimulação vestibular, olfativa, visual e auditiva.
Fonte: Saúde Vida Online
Benefícios e projeto de lei
Muitos são os benefícios adquiridos pelo paciente por meio deste tratamento. Porém, ele deve ser encarado quase sempre como uma terapia complementar, o que não elimina a necessidade de outros tratamentos, como o fonoaudiológico, o fisioterapêutico e o psicoterapêutico, entre outros. A evolução de cada paciente é sempre individual, mas quase sempre, inclusive por conta dos aspectos motivacionais, os resultados aparecem já nos primeiros meses de atendimento.
Há alguns anos o projeto de lei que inseri o programa de equoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS) tramita no Congresso Nacional. Vandete Lima, coordenadora de centros e filiação da ANDE-BRASIL, afirmou que o projeto de lei continua caminhando nas comissões. “Ele ainda depende de aprovação para ser regulamentado. Desta forma, ainda não existe o tratamento pelo SUS, porém existem municípios que financiam projetos através de dinheiro do SUS, mas são situações isoladas”, informou.
Três fases do tratamento
Hipoterapia: o praticante não consegue montar sozinho no dorso do animal. Logo, necessita de um terapeuta para ajudá-lo nas atividades direcionadas ao seu tipo de tratamento;
Educação/Reedução: nesta fase, o praticante já consegue efetuar exercícios sozinho e até conduz o animal, necessitando às vezes do condutor na lateral. Os profissionais mais indicados para trabalhar nesta segunda fase é o pedagogo, psicólogo, educação física etc;
Pré-esportivo: neste momento, o praticante já consegue realizar alguns exercícios de hipismo sozinho.
Fonte: equoterapianet.com.br
Crescente demanda
“Em função da eficiência dos seus resultados, a equoterapia vem atraindo cada vez mais a atenção da comunidade técnico-científica. É crescente a demanda por acesso a esse método terapêutico (aprovado pelo Conselho Federal de Medicina - CFM)”, informa o site da ANDE. Sendo assim, a atividade equoterápica vem se constituindo em um vasto e atraente campo de trabalho para profissionais das áreas de saúde, educação e equitação. Cursos e eventos proliferam por todo o país.
Ainda segundo a instituição, “o resultado de todo este cenário é a grande responsabilidade na conjugação de esforços que objetivam manter a integridade do método terapêutico dentro de princípios técnicos-cíentífico, éticos e sociais; capacitar de forma adequada os profissionais que atuarão nos centros filiados; e evitar que o modismo e o aparente lucro fácil, desvirtue tão eficaz método terapêutico e educacional.”
A origem
Embora identificada como método terapêutico na década de 60, a equoterapia tem antecedentes mais distantes. Hipócrates, em 377 a.C., no livro "Das Dietas", já reconhecia a equitação como uma atividade de regeneração à saúde. Contudo, apenas séculos depois é que pesquisadores na França admitiram os benefícios da equitação e incluíram o assunto nos meios acadêmicos.
Desde 1969, a Associação Americana de Hipoterapia para Deficientes (NARHA) vem divulgando na América do Norte o método, que, na Europa, é conhecido há mais de 20 anos. No Brasil, o tratamento tomou maior impulso a partir dos anos 70, quando foi criada a ANDE. A Equoterapia foi reconhecida como método terapêutico em 1997 pela Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitacional e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
Tadeu Inácio
*Texto publicado na edição 44 da Revista @maisdestaque
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